ARTIGO: Mobilidade: mais que tecnologia uma mudança comportamental

Pouco mais de uma década atrás, você não veria pessoas com um aparelho na mão, enquanto andam pelas ruas, falando através deste aparelho com outras pessoas, ou trocando mensagens, ou enviando e-mails para fechar um negócio ou marcar um encontro,  fazendo uma pesquisa na internet,   jogando seu jogo favorito, anotando um compromisso e telefone em sua agenda, fazendo uma conta, checando as horas, ouvindo suas músicas prediletas, ouvindo as notícias e músicas das rádios, assistindo um programa de TV, assistindo um filme, tirando uma foto, fazendo um vídeo, tentando encontrar um endereço no mapa, lendo um livro ou uma revista, consultando seu saldo no banco, vendo a previsão do tempo ou o horóscopo, uma receita… tudo isso em um único aparelho, ao alcance de suas mãos!

Nesses poucos anos de mobilidade, o que parecia impossível aconteceu rapidamente: iniciou-se um processo de convergência de tecnologias que culminaria em muito poder em nossas mãos. Antes para se ter todos os benefícios acima você precisaria de: uma linha e aparelho telefônico, entregar uma carta nos correios, um computador com Internet, uma agenda de compromissos, uma calculadora, um relógio, um rádio com CD player, uma televisão, um DVD player, uma câmera fotográfica, uma filmadora, um guia de ruas, um livro, uma revista, um caixa eletrônico, um jornal e um livro de receitas. Você precisaria também de uma estante só para guardar os CDs, os DVDs, os livros e revistas que hoje carrega consigo. Mesmo que você conseguisse carregar todos esses objetos, não conseguiria fazer metade do que faz hoje enquanto almoça.

A par de todo o aparato tecnológico que está em nossas mãos, a mobilidade trouxe ao mundo, sobretudo, uma mudança de comportamento, onde as pessoas estão mais conectadas, embora distantes; e as grandes marcas e empresas têm condições de burlar todo o sistema de distribuição e falar diretamente com seus consumidores e receber feedback deles. Tudo ficou mais ágil, mais rápido, mais simples, mais à mão.

Novos termos e jargões se estabeleceram nesse novo mundo móvel e nasceu a busca por uma vida social, pois nesses pequenos aparelhos você pode alcançar pessoas a milhares de quilômetros dando um curtir em seu Facebook, twittando uma frase, ou eternizando um momento na foto publicada no Flickr. Tudo isso enquanto espera para ser atendido na recepção do consultório médico.

O tempo gasto com pedidos anotados à mão, enviados por fax foi convertido em tempo para visitar mais clientes, vender mais, analisar o gráfico de suas metas, preencher o formulário de satisfação do cliente, tudo online, real-time, integrado, ao toque da tela, enquanto toma café da manhã.

Os catálogos de papel, com impressão de alta qualidade, foram substituídos por um app em seu tablet; as reuniões de equipe agora são realizadas por vídeo conferência. Ao se inscrever em um curso de especialização, em vez de uma apostila como material didático, você recebe um tablet e/ou um usuário e senha para acessar as vídeo-aulas e o e-learning.

O mundo mudou e numa velocidade nunca vista. Nós somos hoje um mundo digital móvel, não pelas tecnologias, celulares, smartphones, tablets, chips, operadoras, antenas, apps, sms, mobile marketing, TV digital, Bluetooth ou Wi-Fi, mas porque nosso comportamento mudou, porque ficamos mais ágeis, mais objetivos, mais dinâmicos.

E a frase de Charles Darwin ilustra muito bem esse momento:

“Quem sobrevive não é o mais forte nem o mais inteligente e sim quem melhor se adapta às mudanças.”


 

Matéria veiculada originalmente no site Mobile Time e no Anuário SUCESU-RS (pág 024).

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